quarta-feira, 19 de abril de 2017

Precisamos falar sobre 13 Reasons Why

Olá, fãs! Depois de pensar muito, muito, muito, muito decidi falar sobre a tão comentada 13 Reasons Why que está gerando uma grande polêmica. E bota grande nisso. A questão é: o suicídio e a depressão foram tratados de forma correta?. Logo quando a série foi lançada, li e ouvi de muitos o quanto a mensagem passada era de louvável importância. Inclusive eu expus isso. E é verdade. O que eles queriam transmitir sobre como as atitudes ao redor de uma pessoa podiam tirar a vida da mesma é sim extremamente importante. O fato de que a depressão não é uma "frescurinha" era sim um de seus objetivos. E tão importante quanto. Porém todavia entretanto, decidi abrir um pouco mais minha mente ao ler uma notícia mostrando os 13 motivos do porquê que essa produção acabou sendo perigosa para algumas pessoas. 
Não é de se impressionar que ao retratar um assunto delicado, é necessário tomar medidas delicadas. Durante a minha leitura em algumas matérias, percebi o quanto certos cuidados, recomendações e normas foram simplesmente ignorados nas filmagens e em outros aspectos. Como já tinha comentado antes, o cinema e a TV não existem apenas para entretenimento, mas também para nos trazer informações, nos alertar sobre algo e nos sensibilizar. E é ai que está: sensibilizar. Ato de tornar receptível as emoções. Os telespectadores receberam o sofrimento da personagem, receberam seu niilismo existencial, receberam a sua desistência ao não aguentar mais e receberam a saída disso tudo com uma cena brutalmente forte: o suicídio. 
Esse cenário, meus amigos, se não lembram, se assemelha (demais) ao Romantismo. Onde o ultrarromântico livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, foi publicado, gerando uma devastadora crise suicida. As cartas de Werther sensibilizaram um público imenso, que acabou, já com uma mente fragilizada, recebendo tudo aquilo e tomando suas ideias ao perceber que nada mais queria viver, se naquela situação emocional se encontrava. Importante salientar também que o grupo Baleia Azul teve "inspiração" no livro "50 Dias Antes do meu Suicídio", que assim como o "jogo", é russo. E trata ou tem-se como o objetivo o suicídio.
Então, voltando ao ato de sensibilizar, acaba se tornando perceptível que a série (ou algo do tipo) pode acabar atingindo certas coisas que nunca objetivaram. Não estou falando que você que terminou a série vai tomar decisões trágicas. Mas sim que em um momento frágil, tal pessoa olha para aquilo expresso em sua frente, mostrando uma forma de chegar ao fim, ela pode acabar decidindo dar um fim no que há dentro dela também. 
Pra encerrar, peço que tomem cuidado com o que falam e como agem. Tomem cuidado com quem está ao seu redor. E se você está na pior, há inúmeras pessoas que querem te ajudar e querem seu bem. 
Aquele abraço!

terça-feira, 4 de abril de 2017

13 reasons why, 1ª temporada

Olá, fãs!. Desde que comecei a ler escuto sobre "Os 13 porquês". E claro, sempre tive vontade de dar umas checadas nesse livrinho. Uma pena que não dei a tempo. A série lançou e me rendi. Hannah Baker (Katherine Langford) se suicidou e deixou fitas com os 13 motivos de sua morte. Elas devem ser ouvidas por cada um que foi citado nelas. Na série, quem está com a posse desses áudios é Clay Jensen (Dylan Minnette) e, apaixonado por Hannah, pretende fazer justiça. 
A cada fita, um início a uma certa felicidade é dado, mas que acaba dando no fim da mesma. Sobre os papéis, muitos atores que nunca tinha ouvido falar. Quem mais me chamou atenção entre eles foi Jéssica (Alisha Boe) e o Clay. Senti uma raivinha dos personagens rs principalmente Courtney. Colocarei isso como uma coisa boa, pois me envolvi mesmo com os intérpretes.
É importante falar sobre a trilha sonora. Escolhas como "Love will tear us apart" e "The walls come down" são praticamente "parte do roteiro" e foram excelentes.
Percebi que é uma série superestimada, admito. Em relação a termos técnicos no caso. É simples. Fala de coisas da adolescência. Coisas que PRECISAM ser faladas. Coisas que muita gente não dá nem bola. Coisas que chamam de frescura. Por isso dou um crédito à essa produção. Ela é necessária. Foi necessário ela ter sido feita pela Netflix. A forma mais acessível possível de se propagar um assunto de extrema importância. Aliás, recebi informações (obrigada, Perazzo) de que a depressão na série é mostrada mais intensamente do que no livro. Então fica meio que claro o objetivo disso tudo e que pelo que ando vendo, está sendo atingido.
O cinema e a TV não foram feitos só para ter belos plot twists, belas paletas de cores ou um efeito especial inacreditável. Mas foram feitos SIM, também, para ajudar, mostrar o bem e o mal. Informar e fazer as pessoas refletirem. Então fãs, mesmo que não assistam, quero que reflitam sobre suas ações. Se aquelas atitudes consideradas besteiras não estão prejudicando alguém. E que saibam que qualquer que seja o problema do outro, não é frescura.

Aquele abraço!

domingo, 26 de março de 2017

Fragmentado, 2017, Shyamalan

Olá, fãs. Não tenho o direto de julgar como ruim,  mas fui com muitas expectativas e acabei que não era tudo isso que esperava. KEVIN WENDELL CRUMB -só pra os que assistiram- (James McAvoy) possui o Transtorno Dissociativo de Identidade Múltipla, onde, com 23 personalidades(?) interpretadas por ele, sequestra três garotas: Marcia (Jéssica Sula), Claire (Haley Lu Richardon) e Casey (Anya Taylor-joy) que acabam numa situação BEM complicada. 
Quem não gosta de um suspense com plot twist? Shyamalan é o campeão nessa categoria. Aquela surpresa deixando todos impactados. Porém entretanto, o querido diretor decidiu sair um pouco da sua rotina das produções. Tirando o seu maravilhoso movimento de câmera, que ainda segue o nível de qualidade, muitas coisas surpreenderam os espectadores que acompanham seu trabalho e logo, estavam esperando outras visões. O "típico". 
Três garotas foram sequestradas, mas apesar de não ser a protagonista, Anya Taylor-Joy, assim como em A Bruxa, se destaca muito enquanto trabalha psicologicamente com as diferentes figuras de Kevin. E ao ser a única que pensa do trio.
A tensão está presente durante todo o filme. James McAvoy interpreta seu(s) melhor(es) personagem(ens) em toda sua carreira. Não tenho palavras pra descrever o quanto foi incrível ver um papel desses. Não exatamente suas personalidades, mas sim um psicopata, uma mulher, uma criança e outros. A capacidade de mostrar diferença entre seus "seres" com apenas um olhar ou um movimento é digna de extrema admiração.
Gostei que foram dados os porquês dele ter TDIM e de haver explicações de certos fatos. Não gosto de história mal construída, mas desenvolver uma está entre as altas habilidades de Shyamalan.
Como disse, fui assistir esperando muita coisa e acabei tendo aquela falta de emoções. Talvez estivesse acostumada com as típicas produções do diretor. Então, tudo se tratou de psicológicos. Só que galera, deixem de exagero. Não é o melhor filme do Shyshy. Que elogiemos, mas que não estrapolemos. Não desrespeitem O Sexto Sentido!!
E parabéns McAvoy. Você não foi uns personagens do filme. Você foi o filme.

Aquele abraço!

sexta-feira, 10 de março de 2017

A Grande Muralha, 2016, Zhang Yimou

A cada 60 anos, monstros marcam presença para tentar ultrapassar o grande monumento da China, comendo tudo o que vir pela frente. Já a cada segundo, Malu acertava o que ia acontecer na cena seguinte. A Grande Muralha conta a história de William (Matt Damon) e seu amigo Tovar (Pedro Pascal) que estão à procura de Pó Negro (mais conhecido como Pólvora) e, depois de um ataque de uma das criaturas, acabam parando onde? Na muralha. 
Desculpa, galera, mas realmente fico frustrada quando um dos filmes chineses com orçamento mais alto de todos os tempos é algo Control C e Control V. A primeira preguiça foram as lutas. Cenas finalizadas com aquele ar de "é só isso mesmo?" e 0 adrenalina, que foi o que imaginei que teria ao ver o trailer. A segunda preguiça foram os efeitos especiais, que não se tornam algo literalmente presente e lembrando só que: é algo de extrema importância em um filme fantasioso. A terceira e última preguiça foi um contexto. Não gosto de produções que tudo acontece muito rápido. A demora foi piscar o olho que já haviam inimigos na tela. Calma ai, Zhang! Nos conta uma história, nos prenda ao que supostamente você deveria ter pensado para o filme. 
Mas podem relaxar! O figurino é legal. 
Se estais a procura de cenas não previsíveis e com personagens que chamam atenção (pois até o que deveria ser o protagonista acabou não se destacando), melhor sair correndo mesmo. 

Aquele abraço!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Estrelas Além do Tempo, 2016, Theodore Melfi

Uma crítica por Gabriel Luna.











Baseado em um livro de mesmo nome, do autor Margot Lee Shetterly, Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures) conta a história de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monaé), três mulheres afro-americanas que tiveram uma importância enorme para o processo da corrida espacial americana e, também, de passar por todos os problemas da época como machismo e a alta segregação racial dos anos 60, mas conseguiram superar todos os empecilhos e realizar seus feitos.
O interessante, para não dizer irônico, é que o filme tinha tudo para ter uma grande carga dramática, mas acabou sendo extremamente leve e divertido. O diretor e roteirista resolveram colocar as questões mais sociais e que debatem os temas citados de uma forma mais subjetiva, sempre usando de alguns elementos da época para demonstrar a dificuldade vivida pela população afro-americana, como na questão do banheiro ou da biblioteca. Mesma coisa com o machismo, esse que ficou centrado no personagem do Paul Stafford (Jim Parsons). O fato é que o filme não dá muito foco nessas questões, não porque ele ignora, mas o que ele quer te mostrar é justamente elas deixando isso de lado e focando nos objetivos. A inserção de cenas com um viés mais de comédia, juntamente com uma trilha bastante animada, são outros meios de mostrar essa superação com um bom humor.
As paletas de cores trazida pelo filme serve como um reflexo daquilo que seria o sentimento das personagens em meio ao ambiente. Percebe-se que nas cenas fora do prédio da NASA, o diretor usa cores quentes e bastante vivas, como se elas estivessem mais à vontade e sendo elas mesmas. Por outro lado, a cena dentro do prédio tem uma predominância de cinza, remetendo a um ambiente mais rígido e por sua vez, opressor.
O protagonismo é claramente de Katherine, porém cada uma acaba tendo seu tempo de tela muito bem distribuído, sempre tendo destaque para o que cada uma está fazendo dentro da NASA. A relação entre as três é mostrada de uma maneira muito natural e crível. Desde a primeira cena em que elas estão juntas, em poucos segundos conseguimos ver como é cada personalidade e como elas se completam, e isso crescendo ao longo do desenrolar da história.
Estrelas Além do Tempo acerta em tirar seu foco do “vitimismo” e mostrar a superação dessas três mulheres que fizeram história para o programa espacial, de uma forma em que você se sente bem ao final do filme e fica impressionado pela força de vontade delas. Certamente uma produção que se encaixa num contexto social totalmente atual e que deveria servir de inspiração para qualquer pessoa.

Por Gabriel Luna.
Twitter: @GCinzento

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Terror ????????

Jumpscare nada. Sou medrosa mesmo, mas isso não quer dizer que eu não seja exigente. Alguns diretores e roteiristas realmente -acredite ou não- acham que nos marcam com seus sobrenaturais. Sinceramente? Saturada estou de personagens feios se contorcendo e sustos previsíveis com tensão 0. O gênero terror veio para nos deixar perturbados, não só durante o filme, mas principalmente após o mesmo. Só que na verdade, o que fica para nós é a decepção.
Lembrando dos mais antigos, que vieram para inovar e acabaram fazendo muito mais, acabamos refletindo. O que é Atividade Paranormal perto de A Bruxa de Blair (o 1º pelamorideus)? O Exorcista comparado aos possuídos interpretados hoje em dia? Psicose!!! Tão incrível que ninguém, até hoje, conseguiu TENTAR se igualar à originalidade da trama. 
Como eu sempre digo por aqui, realmente precisamos de inovação cada vez mais. Na era do psicológico, onde poucos andam ganhando, é de se comemorar uma produção que realmente nos surpreenda. Entretanto, ainda existem as apostas, na maioria das vezes, ou quase sempre, arriscadas. Se é que me entendem, algumas até crendo em continuações de tramas que já não estavam dando certo. Realmente não sei mais. Se não vier para nos impactar, melhor ficar por ai mesmo. Aliás, já disse Martin Luther King: "Toda hora é hora de fazer o que é certo". Perceptível que não se aplica a nossa realidade. 

Aquele abraço!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Qualquer Custo, 2016, Sheridan

Olá, fãs. Ouvi falar muito bem sobre essa produção, mas admito que, sim, muito bom, porém não essas coisas todas.  Toby (Chris Pine), que só vejo como o James em Star Trek rs, e seu irmão Tanner (Ben Foster) estão em uma sequência de roubos para pagarem suas dívidas. Entretanto, há um diferencial. Eles só roubam do próprio banco que os estão cobrando. 
No livro O Príncipe do teórico absolutista Maquiavel, há a seguinte frase: "A força é justa quando necessária". Ou seja, para triunfar, às vezes precisamos utilizar da brutalidade. Claramente o que retrata a trama. Abordando críticas sobre o sistema bancário, com o típico você-me-rouba-e-eu-te-roubo-também, A Qualquer Custo e seu faroeste bem ressaltado, possui seus pontos positivos. Jeff Bridges, interpretando o xerife Marcus, com suas piadas racistas ao parceiro Alberto (Gil Birmingham), totalmente convencido de encontrar os dois ladrões, chamou bastante atenção, mesmo não sendo um dos principais, interpretando aquele típico personagem bruto do ambiente em questão. As amplas imagens desertas do Texas são apaixonantes. Pine, saindo um pouco de seu meio aventureiro, acabou se dando bem de barba mal feita e conseguiu seu destaque. Trilha sonora impecável, posso afirmar. E Sheridan, com um bom roteiro, nos deixa reflexões após as terminadas 1h42m.
Entretanto, apesar dessas maravilhas, acabamos ficando com personagens e cenas previsíveis e momentos que supostamente deveriam ser de adrenalina, mas só supostamente mesmo. Vocês sabem que sempre procuro originalidade, porém não encontrei em A Qualquer Custo.

Mais uma crítica "do Oscar" sem enrolação. 
Aquele abraço!