quinta-feira, 8 de junho de 2017

Recomeço

Sem título
Os que me conhecem sabem que uma das coisas que mais gosto de fazer é escrever. Sobre tudo, para tudo, em tudo. Me senti muito restrita falando só de cinema e decidi que a partir de agora, escreverei sobre coisas adversas também. 
Tinha decidido parar de escrever em blog, porque tenho muita preguiça de publicar rsrs. Mas decidi também que continuarei e que me livrarei disso de estar sempre divulgando. Cansa demais. Escreverei aqui agora mais frequentemente e sobre o que eu quiser estar compartilhando. Mas claro, que o assunto que mais será comentado não deixará de ser cinema. Minha paixão.

Abraço

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Get Out!, 2017, Jordan Peele


Olá, fãs! O suspense e o terror já estavam guardados na gaveta. Mas Jordan Peele foi lá e os tirou em sua primeira direção. Sempre trabalhando no meio das comédias, o roteirista E diretor dessa obra conseguiu fazer o que eu vinha querendo há muito tempo: um thriller surpreendente.
Get Out (pessimamente chamado de "Corra!" no Brasil) conta a história de Chris Washington (Daniel Kaluuya), um homem negro, o qual vai conhecer a família, tradicionalmente branca e rica, de sua namorada Rose (Allison Williams). Apreensivo desde o início por causa de sua cor, Chris começa a perceber um comportamento estranho por todos na casa dos Armitage. E é a partir disso que ele começa a investigar e ver o que realmente está rolando ali.
AH AMIGOS, eu disse. Não perco a fé nos diretores de hoje em dia. Jordan Peele entrou no cinema mostrando que sabe. Você sabe também? Ele soube mais. Já deixando permanecer um ambiente hostil -para negros- do início ao fim, conseguiu criar uma atmosfera totalmente angustiante ao começar com um certo ocorrido na primeira cena.
Gostei muito de ver rostos conhecidos. Daniel Kaluuya de Skins e Black Mirror, apesar de fazer o protagonista. não foi o que mais me impressionou. Mas sim, três queridas: (1) Catherine Keener (Quero ser John Malkovich e Um Crime Americano) interpretando a mãe Missy Armitage. Controladora e sempre fazendo de tudo para que sua "belíssima" família dê certo. De cara já se percebe nela uma nuvem de mistério e cinismo. Mas, cuidado com ele: o controle. A psiquiatra o tem por completo. Em tudo. E se algo ficar fora dos eixos...  (2) Rose Armitage. Difícil comentar sem dar spoilers, mas deixo claro que a cena do telefone foi sensacional. Fica ai no ar rsrsrs. (3) Georgina, interpretada por Betty Gabriel, eu ainda não te superei. Foi a personagem que mais me perturbou com certeza. Nunca a tinha visto nas telas, mas posso afirmar que, em seu primeiro papel, não decepcionou. Muito pelo contrário. Betty, interpretando uma empregada nos mostra claramente o controle de Missy. A mente de uma negra controlada. Como disse o diretor/roteirista "Definitivamente é como os Estados Unidos lidam com o racismo".
O pai Dean Armitage (Bradley Whitford) e sua festa: a forma como Jordan Peele nos mostra, agora, o comportamento dos brancos. Convidados, bingos e flashes de celular deixam o ambiente ainda mais perturbador. É sensacional como cada detalhe de cada cena bagunça nossa mente. É como se você estivesse lá, sentindo toda a tensão.  Um roteiro simplesmente espetacular que deixa mais nada a desejar. Trilha sonora impecável. Personagens assustadoramente bons. Um thriller que realmente irá mexer com você. Sem personagens sobrenaturais ou pessoas se contorcendo. Só o terror puro. Uma produção onde o custo foi baixo (US$ 4 milhões), mas já teve mais de RS$ 200 milhões faturados SÓ nos EUA. 
Obrigada, Jordan Peele, por me deixar mais apaixonada pelo terror. Acompanharei seus trabalhos.
Get Out é um filme que vai ser lembrado. 

"O racismo em si é um demônio" Jordan Peele. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Precisamos falar sobre 13 Reasons Why


Depois de pensar muito, muito, muito, muito decidi falar sobre a tão comentada 13 Reasons Why que está gerando uma grande polêmica. E bota grande nisso. A questão é: o suicídio e a depressão foram tratados de forma correta?. Logo quando a série foi lançada, li e ouvi de muitos o quanto a mensagem passada era de louvável importância. Inclusive eu expus isso. E é verdade. O que eles queriam transmitir sobre como as atitudes ao redor de uma pessoa podiam tirar a vida da mesma é sim extremamente importante. O fato de que a depressão não é uma "frescurinha" era sim um de seus objetivos. E tão importante quanto. Porém todavia entretanto, decidi abrir um pouco mais minha mente ao ler uma notícia mostrando os 13 motivos do porquê que essa produção acabou sendo perigosa para algumas pessoas. 
Não é de se impressionar que ao retratar um assunto delicado, é necessário tomar medidas delicadas. Durante a minha leitura em algumas matérias, percebi o quanto certos cuidados, recomendações e normas foram simplesmente ignorados nas filmagens e em outros aspectos. Como já tinha comentado antes, o cinema e a TV não existem apenas para entretenimento, mas também para nos trazer informações, nos alertar sobre algo e nos sensibilizar. E é ai que está: sensibilizar. Ato de tornar receptível as emoções. Os telespectadores receberam o sofrimento da personagem, receberam seu niilismo existencial, receberam a sua desistência ao não aguentar mais e receberam a saída disso tudo com uma cena brutalmente forte: o suicídio. 
Esse cenário, meus amigos, se não lembram, se assemelha (demais) ao Romantismo. Onde o ultrarromântico livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, foi publicado, gerando uma devastadora crise suicida. As cartas de Werther sensibilizaram um público imenso, que acabou, já com uma mente fragilizada, recebendo tudo aquilo e tomando suas ideias ao perceber que nada mais queria viver, se naquela situação emocional se encontrava. Importante salientar também que o grupo Baleia Azul teve "inspiração" no livro "50 Dias Antes do meu Suicídio", que assim como o "jogo", é russo. E trata ou tem-se como o objetivo o suicídio.
Então, voltando ao ato de sensibilizar, acaba se tornando perceptível que a série (ou algo do tipo) pode acabar atingindo certas coisas que nunca objetivaram. Não estou falando que você que terminou a série vai tomar decisões trágicas. Mas sim que em um momento frágil, tal pessoa olha para aquilo expresso em sua frente, mostrando uma forma de chegar ao fim, ela pode acabar decidindo dar um fim no que há dentro dela também. 
Pra encerrar, peço que tomem cuidado com o que falam e como agem. Tomem cuidado com quem está ao seu redor. E se você está na pior, há inúmeras pessoas que querem te ajudar e querem seu bem. 
Aquele abraço!

terça-feira, 4 de abril de 2017

13 reasons why, 1ª temporada


Olá, fãs!. Desde que comecei a ler escuto sobre "Os 13 porquês". E claro, sempre tive vontade de dar umas checadas nesse livrinho. Uma pena que não dei a tempo. A série lançou e me rendi. Hannah Baker (Katherine Langford) se suicidou e deixou fitas com os 13 motivos de sua morte. Elas devem ser ouvidas por cada um que foi citado nelas. Na série, quem está com a posse desses áudios é Clay Jensen (Dylan Minnette) e, apaixonado por Hannah, pretende fazer justiça. 
A cada fita, um início a uma certa felicidade é dado, mas que acaba dando no fim da mesma. Sobre os papéis, muitos atores que nunca tinha ouvido falar. Quem mais me chamou atenção entre eles foi Jéssica (Alisha Boe) e o Clay. Senti uma raivinha dos personagens rs principalmente Courtney. Colocarei isso como uma coisa boa, pois me envolvi mesmo com os intérpretes.
É importante falar sobre a trilha sonora. Escolhas como "Love will tear us apart" e "The walls come down" são praticamente "parte do roteiro" e foram excelentes.
Percebi que é uma série superestimada, admito. Em relação a termos técnicos no caso. É simples. Fala de coisas da adolescência. Coisas que PRECISAM ser faladas. Coisas que muita gente não dá nem bola. Coisas que chamam de frescura. Por isso dou um crédito à essa produção. Ela é necessária. Foi necessário ela ter sido feita pela Netflix. A forma mais acessível possível de se propagar um assunto de extrema importância. Aliás, recebi informações (obrigada, Perazzo) de que a depressão na série é mostrada mais intensamente do que no livro. Então fica meio que claro o objetivo disso tudo e que pelo que ando vendo, está sendo atingido.
O cinema e a TV não foram feitos só para ter belos plot twists, belas paletas de cores ou um efeito especial inacreditável. Mas foram feitos SIM, também, para ajudar, mostrar o bem e o mal. Informar e fazer as pessoas refletirem. Então fãs, mesmo que não assistam, quero que reflitam sobre suas ações. Se aquelas atitudes consideradas besteiras não estão prejudicando alguém. E que saibam que qualquer que seja o problema do outro, não é frescura.

Aquele abraço!

domingo, 26 de março de 2017

Fragmentado, 2017, Shyamalan


Olá, fãs. Não tenho o direto de julgar como ruim,  mas fui com muitas expectativas e acabei que não era tudo isso que esperava. KEVIN WENDELL CRUMB -só pra os que assistiram- (James McAvoy) possui o Transtorno Dissociativo de Identidade Múltipla, onde, com 23 personalidades(?) interpretadas por ele, sequestra três garotas: Marcia (Jéssica Sula), Claire (Haley Lu Richardon) e Casey (Anya Taylor-joy) que acabam numa situação BEM complicada. 
Quem não gosta de um suspense com plot twist? Shyamalan é o campeão nessa categoria. Aquela surpresa deixando todos impactados. Porém entretanto, o querido diretor decidiu sair um pouco da sua rotina das produções. Tirando o seu maravilhoso movimento de câmera, que ainda segue o nível de qualidade, muitas coisas surpreenderam os espectadores que acompanham seu trabalho e logo, estavam esperando outras visões. O "típico". 
Três garotas foram sequestradas, mas apesar de não ser a protagonista, Anya Taylor-Joy, assim como em A Bruxa, se destaca muito enquanto trabalha psicologicamente com as diferentes figuras de Kevin. E ao ser a única que pensa do trio.
A tensão está presente durante todo o filme. James McAvoy interpreta seu(s) melhor(es) personagem(ens) em toda sua carreira. Não tenho palavras pra descrever o quanto foi incrível ver um papel desses. Não exatamente suas personalidades, mas sim um psicopata, uma mulher, uma criança e outros. A capacidade de mostrar diferença entre seus "seres" com apenas um olhar ou um movimento é digna de extrema admiração.
Gostei que foram dados os porquês dele ter TDIM e de haver explicações de certos fatos. Não gosto de história mal construída, mas desenvolver uma está entre as altas habilidades de Shyamalan.
Como disse, fui assistir esperando muita coisa e acabei tendo aquela falta de emoções. Talvez estivesse acostumada com as típicas produções do diretor. Então, tudo se tratou de psicológicos. Só que galera, deixem de exagero. Não é o melhor filme do Shyshy. Que elogiemos, mas que não estrapolemos. Não desrespeitem O Sexto Sentido!!
E parabéns McAvoy. Você não foi uns personagens do filme. Você foi o filme.

Aquele abraço!

sexta-feira, 10 de março de 2017

A Grande Muralha, 2016, Zhang Yimou

A cada 60 anos, monstros marcam presença para tentar ultrapassar o grande monumento da China, comendo tudo o que vir pela frente. Já a cada segundo, Malu acertava o que ia acontecer na cena seguinte. A Grande Muralha conta a história de William (Matt Damon) e seu amigo Tovar (Pedro Pascal) que estão à procura de Pó Negro (mais conhecido como Pólvora) e, depois de um ataque de uma das criaturas, acabam parando onde? Na muralha. 
Desculpa, galera, mas realmente fico frustrada quando um dos filmes chineses com orçamento mais alto de todos os tempos é algo Control C e Control V. A primeira preguiça foram as lutas. Cenas finalizadas com aquele ar de "é só isso mesmo?" e 0 adrenalina, que foi o que imaginei que teria ao ver o trailer. A segunda preguiça foram os efeitos especiais, que não se tornam algo literalmente presente e lembrando só que: é algo de extrema importância em um filme fantasioso. A terceira e última preguiça foi um contexto. Não gosto de produções que tudo acontece muito rápido. A demora foi piscar o olho que já haviam inimigos na tela. Calma ai, Zhang! Nos conta uma história, nos prenda ao que supostamente você deveria ter pensado para o filme. 
Mas podem relaxar! O figurino é legal. 
Se estais a procura de cenas não previsíveis e com personagens que chamam atenção (pois até o que deveria ser o protagonista acabou não se destacando), melhor sair correndo mesmo. 

Aquele abraço!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Terror ????????


Jumpscare nada. Sou medrosa mesmo, mas isso não quer dizer que eu não seja exigente. Alguns diretores e roteiristas realmente -acredite ou não- acham que nos marcam com seus sobrenaturais. Sinceramente? Saturada estou de personagens feios se contorcendo e sustos previsíveis com tensão 0. O gênero terror veio para nos deixar perturbados, não só durante o filme, mas principalmente após o mesmo. Só que na verdade, o que fica para nós é a decepção.
Lembrando dos mais antigos, que vieram para inovar e acabaram fazendo muito mais, acabamos refletindo. O que é Atividade Paranormal perto de A Bruxa de Blair (o 1º pelamorideus)? O Exorcista comparado aos possuídos interpretados hoje em dia? Psicose!!! Tão incrível que ninguém, até hoje, conseguiu TENTAR se igualar à originalidade da trama. 
Como eu sempre digo por aqui, realmente precisamos de inovação cada vez mais. Na era do psicológico, onde poucos andam ganhando, é de se comemorar uma produção que realmente nos surpreenda. Entretanto, ainda existem as apostas, na maioria das vezes, ou quase sempre, arriscadas. Se é que me entendem, algumas até crendo em continuações de tramas que já não estavam dando certo. Realmente não sei mais. Se não vier para nos impactar, melhor ficar por ai mesmo. Aliás, já disse Martin Luther King: "Toda hora é hora de fazer o que é certo". Perceptível que não se aplica a nossa realidade. 

Aquele abraço!